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08/03/2010 homenagem

Dia Internacional da Mulher

História das mulheres socialistas confirmam que estas  contribuiram decisivamente com a luta feminista, bem como os estudantes que deram o tom a um verdadeiro caldeirão cultural mundial da luta em defesa de direitos humanos, democracria e igualdade. Foi em chicago em 1968,e em berkeley em 1969,motivados ideologicamente em derrubar as ditaduras que os estudantes passaram a ler livros de MARCUSE A ALEXANDRA KOLLONTAI E WILHEM REICH que apresentava uma verdadeira revolução conceitual sobre sexo e sexualidade. Neste contexto os estudantes viveram um clima político- ideológico, retomando idéias que transgrediam o pendamento social, político que se aportava no conservadorismo do modelo político e econômico da américa latina.

Essa literatura permitiu aos estudantes colocar em pauta a luta das mulheres e chamar a comemorar o dia internacional da mulher. Foi a expressão de resposta ao que as mulheres socialistas já concebiam desde a primeira conferência das mulheres socialista em 1907.Em 1910, por ocasião da segunda conferência na Dinamarca foi decedido que as mulheres em seus países deveriam comemorar o dia internacional da mulher socialista.

Este breve histórico muitas vezes desconhecido, é revelador de uma outra natureza histórica. A luta solidária e orgânica. Podemos encontrar as raizes desta batalha nos escritos de Marx e Engels. A compreensão que se tem é da visão de Marx e Engels de família, da mulher proletária e da burguesa.

Sendo forte esta máxima de Marx"A opressão do homem começou pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem".
Este lado da história é mais instigante, convidativo e revelador.Desde 1890 que a socialdemocrata Clara Zetkim, logo após a fundação da Internacional socialista, começou a falar, escrever e organizar a luta das mulheres visando interagir a luta socialista

Veja co mo tem sentido esta luta. Ter um ideal,saber porque quer comemorar o dia interacional da mulher, foi o que fez as mulheres socialistas. O ambiente de luta pela libertação da mulher foi sedimentado pelas discussões teóricas e pelas lutas operárias, significando que pouco a pouco a sociedade seria contaminada. Foi assim que nasceu o movimento das mulheres independentes no início do século xx. Essas mulheres a maioria pertenciam a classe média e alta. Eram conhecidas como as sufragista, ou seja lutavam pelo direito ao sufrágio do voto. Como podemos imaginar as mulheres socialistas se confrontaram as mulheres sufragistas, considerando que a luta das mulheres socialista ia mais além da concessão de participação do voto.

As mulheres socialista carregavam em sua luta uma revolução no campo das relações socias e políticas. O partido consignava a luta. As idéias estavam pautadas nos princípios socialista.
Ainda colaboram com este movimento as mulheres an a rquistas, cuja visão se diferenciava das naufragistas pois não viam nenhum sentido na luta pelo voto, mas sim numa ação revolucionária direta.

Para as socialista o sentido desta conquista deveria representar o reconhecimento da participação das mulheres no exercito de camaradas da revolução social.

Fica bem claro para todos nós que para além da trajédia das tecelãs, deve-se fazer uma leitura profunda do que representa as comemorações do dia Internacional da mulher.

Festejos, consumo são paradigmas adotados pela sociedade chamada pós-moderna. Cabe a cada um de nós que temos fertilmente cabeças em estrutura buscarmos redescobrir e resignificar a historia do nosso tempo, tendo como ação direta reconhecer que não existe neutralidade.

Autor(a): Fátima Cardoso, Coordenadora Geral do SINTE-RN

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