Vou fazer um pequeno recorte que não remonta a história dos trabalhadores, mas traz suas contribuições sociais e conquistas na luta orgânica dos trabalhadores.
Quero apenas lembrar a luta dos metalúrgicos do ABC Paulista em 1978, por democracia e aumento salarial. Esta luta teve uma influência significativa para os educadores deste país.
Foi na greve de 1979, também dos metalúrgicos, que várias categorias foram mobilizadas, inclusive o magistério brasileiro que fez sua primeira greve no mês de abril deste ano.
Nós, a época se quer sabíamos que as mobilizações poderiam significar uma ameaça ao regime autoritário.
Foram tempos de lutas, esforços e sacrifícios pessoais e coletivos, mas que contribuíram decisivamente para que vivenciássemos mudanças significativas no regime que estava em curso.
Foram os metalúrgicos que ultrapassando as fronteiras regionais, deram exemplo a outras categorias. Seguindo seu curso de luta, em 1980 fez 41 dias de greve que teve a diretoria do sindicato cassada pelo regime militar.
Impulsionados pela vontade que havia na sociedade brasileira e na classe trabalhadora de uma vontade de democracia associada a soma dos que tinham essa vontade , os metalúrgicos ajudaram a derrubar um regime que nunca deveria ter existido.
Os trabalhadores não tiveram progresso humano nenhum durante a ditadura militar, pois só existia perseguições e negações do direito a cidadania, mas obtiveram uma grande conquista a resistência e a luta. Talvez este tenha sido o momento mais inspirador para os trabalhadores.
Neste dia do trabalhador não poderíamos deixar de ressaltar que, nos últimos 30 anos, saímos da condição de coadjuvantes da história para produzirmos parte da história com um dirigente metalúrgico que por dois mandatos, reescreveu a história desta república.
Também não podemos esquecer as nossas conquistas. Não devemos deixar de ressaltar como trabalhadores, a luta histórica da Central Única dos Trabalhadores – CUT, pelo direito de greve, redução da jornada de trabalho, entre outras bandeiras gerais de lutas importantes para toda a sociedade.
Foi a Central Única dos Trabalhadores que, enfrentando a clandestinidade, cresceu na ditadura militar lutando pela redução de jornada de trabalho.
Quem viveu como trabalhador a jornada de 48 horas/semanais, sabe o quanto significou de qualidade de vida a redução para 44 horas/semanais.
A redução para 40 horas semanais ainda é objeto de muitas polêmicas, em função dos lucros produzidos por horas/trabalhadas. O empresariado não quer perder a perspectiva de mais lucro.
Com certeza, neste Dia do Trabalhador, além de comemorar é preciso resgatar as lutas como o fio condutor da nossa intervenção social.
Autor(a): Fátima Cardoso, Coordenadora Geral do SINTE-RN
Sinte-RN
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Sindicato dos trabalhadores em
educação pública do RN
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