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24/08/2010 Escola; Gestão

Todos que sonham com um mundo de equidade e dignidade não desistem da luta, jamais!

Gostaria de endossar junto às companheiras em educação, a nossa preocupação com a falta de políticas públicas da atual gestão do município de Natal, no trato com a Educação, a Saúde, os Transportes Públicos, a Segurança e, sobretudo, o respeito para com a pessoa humano, em particular aos usuários destes serviços. No caso específico da Educação, o quadro é avassalador. O sistema de ensino está imerso num retrocesso, ansiando por justiça; não se fala apenas em perdas salariais, ou em direitos adquiridos com a luta do sindicado desta categoria – e que estão sendo sucumbidos, de maneira vil por essa administração nefasta, a luta perpassa da grande a pequena escola/cmei, em prol da coletividade.

Os problemas começam fora da escola, a exemplo, o número de vagas e, sobretudo de escolas e cmeis, que possam atender a demanda, a priori no início do ano letivo. Como o fato é notório, não aponta soluções e vão empurrando com a barriga. O resultado da equação é que a responsabilidade é passada para o professor – receber crianças até o fim do ano – como se isso fosse natural e não prejudicasse, em absolutamente nada, a qualidade da Educação.

Somado a esse grave problema vem à má qualidade do serviço. É lamentável a precariedade do serviço prestado a quem consegue chegar lá: Falta segurança, a começar pela ausência da faixa de pedestres e lombadas em frente às escolas/cmeis; às águas que as crianças consomem, de cisternas com vazamentos e de caixas sujas, que passam por bebedouros sem filtro ou por filtros de barro que nem sempre são filtradas; da merenda com pouca qualidade e quantidade; de banheiros quebrados e com pisos escorregadios e com quinas; parques sem manutenção – sem aterramento, com raízes de árvores e pedras na base dos muros expostas. Tudo isso e muito mais, comprometem a saúde física e social da criança e do professor, colocando-os nas possíveis estatísticas de acidentes de trabalho. E o que é pior, ao professor será dado à condição de irresponsável, ou seja, culpado e por isso deverá ser penalizado. Fora isso, vem à relação muitas vezes desrespeitosa dentro dos espaços de trabalho, onde o professor é testado, submetido alinhamento de conduta, agredido moral e psicologicamente, removido (caso específico de um prestador de serviço) e etc. e fica por isso!

A população precisa estar ciente do que se passa nos meandros da Educação, os responsáveis pelas crianças principalmente, os órgãos fiscalizadores precisam atuar com rigor e sobriedade. Somos responsáveis em maior ou em menor grau pelo caos que aí está. As nossas escolhas políticas, quando mal sucedidas, resultam em décadas de atrasos, em todos os segmentos da sociedade, a História está aí para confirmar! Não podemos esquecer: É ano político...! O futuro decorre do hoje e está em nossas mãos!

Saudações!
 

Autor(a): Maria Cleidimar (Educadora)

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