“Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra”. (Nosso Tempo
Carlos Drummond de Andrade)
Durante anos de militância tenho aprendido a diferenciar o meu lado de filiada ao Partido dos Trabalhadores e o meu lado militante no movimento sindical.
Não posso e não devo enquanto dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte, deixar de cobrar e de pautar as coisas e as dividas que o governo do estado do Rio Grande do Norte tem para com os trabalhadores em educação.
A nossa pauta é pública. Os trabalhadores em educação do nosso estado tiveram foram obrigados a paralisarem as suas atividades no último dia 30. Essa paralisação foi uma resposta a forma como a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura vem tratando a categoria.
Os trabalhadores em educação tem escutado por várias vezes o Secretário relatar que não pode fazer nada por que é refém. Para os trabalhadores em educação é a categoria que é refém de um governo que não respeita e não considera um dos segmentos mais importante que é o segmento da educação.
Fala-se que tem um canal aberto com a SEEC. Que canal é esse? É ser recebido em audiências, audiências e não ter sua pauta de reivindicação resolvida.
Em 2009, os trabalhadores em educação realizarão uma greve onde dentre outros pontos o governo estadual se comprometeu em realizar o pagamento das 3.331 promoções horizontais publicadas e não pagas em agosto de 2009. O governo realizou esse pagamento em janeiro de 2010 e até agora não pagou o retroativo a data da publicação. Por onde andam as nossas segundas Promoções Verticais, que deveria ter sido publicada desde o mês de maio e até agora não foram? O pagamento do Abono de Permanência que o estado deve a categoria os anos de 2004, 2005, 2006 e 2007, a SEEC se comprometeu em realizar esse pagamento no mês de julho, o que não aconteceu.
O pagamento das Horas Suplementares, que o estado também pagaria no mês de julho e que também não pagou. As publicações da Licença Prêmio para quem se encontra em sala de aula, que segundo negociado no dia 12 de março, seriam publicadas a partir de 01 de julho, e que não estão sendo publicadas.
Como estamos vendo se tem alguém refém são os trabalhadores em educação, que se encontram refém de uma gestão que não responde as suas demandas e aos seus direitos.
Ao contrário persegue os professores que se encontram em Readaptação, os professores que se encontram em licenças médicas.
Ficamos tristes quando não vemos a veiculação do VT produzido pela L4 Comunicação, empresa que presta assessoria ao sindicato. Esse VT denunciava a população do nosso estado o descaso e o descompromisso do governo estadual e da SEEC para com os trabalhadores em educação. Nada mais do que isso.
Alguns diretores do SINTE, defendem que esse não é o momento para veicularmos um VT desse nível. Que não se deve veicular. Afirmamos aqui que essa decisão não conta e nem contará com a nossa conivência.
Ficamos tristes com a não veiculação desse VT. É necessário termos a sabedoria para separarmos a militância partidária da militância sindical.
Que o governo do nosso estado e a gestão que se encontra hoje na SEEC deixe de ser Refém e respeitem os trabalhadores em educação.
*Janeayre Souto, é diretora de Organização do SINTE. Contato: janeayrealmeida@gmail.com e Blog: janeayresouto.com.br
Autor(a): Janeayre Souto

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