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25/02/2011 Greve

Trabalhadores em educação da rede municipal de ensino estão em greve

A Educação, mais uma vez ferida em seus brios, resolveu parar. A prefeita não dignificou a sua própria palavra quando descumpriu o acordo feito com o Sindicato após a greve de março de 2010.

O documento no qual a gestora garante reajuste anual baseado no valor do custo aluno urbano, foi transformado em lei. Ele acarretaria um reajuste de 15,29% este ano, mas não foi respeitado.

A categoria, revoltada com o descaso - não apenas com o salário, mas com todo o caos em que a rede municipal de ensino se encontra - resolveu entrar em greve. Imediatamente foi pedida a ilegalidade da mobilização, mas como considerá-la ilegal se apenas estamos pedindo algo que o governo se comprometeu a pagar? Quem está ilegal? A categoria, que cumpriu a palavra dada pelo SINTE, e retornou as suas salas de aula confiando na palavra dada? Ilegal, no caso, encontra-se a própria prefeita, que enganou a categoria.

O descaso com a Educação vem sendo observado pela população quando as mães reclamam que os seus filhos não têm alimentação nas escolas; quando os banheiros estão sem condições de serem utilizados pelos pequeninos em alguns CMEIs; quando os professores sofrem humilhações como assédio moral por algumas gestoras de escolas municipais - que são indicadas pelo governo e não pela via da democracia, que se dá através da gestão democrática; quando não é pago o 1/3 de férias ao educador; quando os vales-transporte não são ressarcidos; quando os empréstimos feitos não são repassados ao banco - enquanto isso, o trabalhador já recebe o contra cheque com desconto.

A última novidade repassada a esta dirigente, às 22h por uma educadora, é que os bancos estão proibidos de entregarem os contracheques. Isso é para que as agências não estejam respaldadas ao fazerem a denúncia.

Portanto, esta greve não se restringe apenas a correção salarial e sim a toda uma luta por melhores condições de ensino; pela valorização profissional; pelo resgate do respeito como trabalhadores e cidadãos, tão profundamente ignorados pela prefeita Micarla de Souza.

Autor(a): Vicência Arimatea (Coordenadora de Cultura do SINTE-RN)

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