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24/06/2011 CNTE

Mobilização para avançar na luta

Por: CNTE, em: 23-06-2011

A luta dos trabalhadores em educação, neste segundo semestre de 2011, tem início no próximo dia 6 de julho, por ocasião do Dia de Mobilização Nacional organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em conjunto com diversas entidades do movimento social. Nesta data, concomitantemente ao ato da CUT, a CNTE lançará a Jornada Nacional de Luta pelo Piso, Carreira e PNE em todo país.

Diante do descaso de muitos gestores públicos frente à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF,) que julgou a Lei do Piso integralmente constitucional, a CNTE, através de seus sindicatos filiados, reforçará a luta pela implementação da Lei 11.738 devendo-se observar o piso nacional como vencimento inicial mínimo para as carreiras de magistério (previsto para o profissional com formação Normal de nível médio) e 1/3 de hora-atividade aplicado às jornadas previamente definidas nos planos de carreira, conforme orienta a legislação federal.

Além de exigir a vinculação do Piso às Carreiras de magistério (com base no valor defendido pela Confederação - R$ 1.587,87 - e na composição da carga de trabalho prevista na Lei 11.738), a Jornada de Luta da CNTE também pautará a aprovação do Plano Nacional de Educação à luz dos encaminhamentos deliberados pela Conae 2010. Desta forma, compõem nossa pauta de reivindicação: a aplicação de 10% do PIB na educação, a constituição do sistema nacional de educação, a revisão dos parâmetros de avaliação da educação básica, a implementação do Custo Aluno Qualidade, a valorização de todos os profissionais da educação, a garantia de gestão democrática em todos os níveis e instâncias de organização educacional, dentre outras questões.

As inúmeras greves deflagradas pelos trabalhadores da educação básica pública no país, sobretudo após o dia 11 de maio (Dia de Paralisação Nacional organizado pela CNTE), têm mostrado, mais uma vez, a força e o nível de organização de nossa categoria, sobretudo em defesa dos planos de carreira - direito garantido pela Constituição Federal. Por isso, não temos dúvidas de que, se preciso for, “vamos encher o Brasil de marchas” na luta pela valorização profissional e pela educação de qualidade para todos/a os/as cidadãos/ãs.

Em seu papel de articuladora da luta nacional, neste momento, a CNTE também tem cobrado do MEC a imediata instalação da mesa de negociação para aplicação (imediata e correta) do PSPN em todos os estados e municípios.

6 de julho: Dia de Mobilização Nacional da CUT e lançamento da Jornada Nacional de Luta pelo Piso, Carreira e PNE (com atos nos estados e municípios). Todos/as à luta!

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  • 6 comentários para "Mobilização para avançar na luta "
    1. Daniel Joca do Nascimento 27 de junho de 2011 @ 21:25

      A direção do sindicato deveria fazer algumas chamadas na mídia valorizando o professor consciente dos seus atos de educar e o seu empenho no movimento grevista, como também, o outro lado do professor que não participa da mudança, que vive no mundo do medo e atropela tanto a perspectiva de vida dos alunos como a categoria em geral.

    2. João Batista de La Salle Pinheiro 27 de junho de 2011 @ 17:14

      O que é um piso de 1.187,14 - "40h" (horas), e R$ 890,35, para os que tem "30h" (horas). Por que a educação é tão desvalorizada neste país? Por quê tantas propagandas veiculadas nas emissoras de TV, promovendo a educação, quando na verdade sabemos que tudo aquilo não passa de mais uma palhaçada. Tudo isso fica comprovado, quando, para se concretizar um pequeno aumento do salário do professor, a categoria passa por tantas dificuldades, precisando, sempre fazer greve para conseguir algum êxito nos seus objetivos.

    3. elaine cristina 27 de junho de 2011 @ 09:56

      quero dizer que apoio em anbas partes esse movimento e que vamos venermos essa luta

    4. Auricelio Carneiro de Morais 25 de junho de 2011 @ 13:29

      A greve continua? E quanto aos boatos de que o governo vai cortar o ponto dos professores a partir de segunda feira?

    5. Prof. Raimundo Nonato - Apodi 25 de junho de 2011 @ 10:31

      Dias atrás, acessando o Site da CNTE, li uma matéria com informações, entre outras, acerca do número de trabalhadores na educação básica no Brasil, cujo total aproximado é de 2,5 milhões.
      É um número bastante elevado e que por tal, daria para promovermos uma REVOLUÇÃO DA/NA EDUCAÇÃO. A revolução que me refiro, teria que ser bem articulada com o envolvimento simultâneo de todos os SINDICATOS de educação desse país e, principalmente, com o comprometimento de todos nós trabalhadores e trabalhadoras que o compomos.
      Não podemos esperar que algum governante, em algum momento histórico e cronológico, resolva pousar de herói (ou heroína)e transforme a educação brasileira para os moldes que desejamos.
      A revolução tem que partir da base e quem a constitui esta base somos nós.
      Todavia, essa base de que tanto falo (professores, professoras, alunos, pais e SINDICATOS),somos muito acomodados, talves pela falta de exercício no exercer da cidadania. E por falta de exercício, não só os corpos podem morrer mais precocemente, os ideais também.

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