Com o término da assembleia dos Trabalhadores em Educação do estado na manhã desta quinta-feira (14), a direção do Sinte fez algumas considerações em relação à decisão da categoria. Segundo a coordenadora geral do Sindicato, Fátima Cardoso, a decisão de manter a greve, apesar da determinação do TJRN, não representa uma afronta à justiça. Para ela, o entendimento dos trabalhadores é de que a contraproposta apresentada pela diretoria ao governo ainda pode ser negociada, por isso os trabalhadores optaram por se manterem mobilizados.
Na contraproposta que o Sinte apresentou ao governo, os valores a serem pagos aos professores seriam divididos da seguinte forma: 34% este ano, 21,76% no mês de janeiro de 2012 e de lá até junho para a integralização da tabela, que foi proposta na revisão do Plano de Carreira do magistério.
Caso a proposta feita pelo Sindicato ao Governo não seja atendida, os professores terão perdas cada vez mais significativas, até mesmo em relação a outras categorias do funcionalismo publico que já entraram em acordo com o Estado.
Para ilustrar essas perdas, Fátima Cardoso explica que, no mês de dezembro, categorias das Administrações Direta e Indireta terão um ganho 100% maior que o magistério. Como exemplo, ela cita um servidor com nível superior em início de carreira. Esse trabalhador começaria a carreira com um salário de R$2.550. Enquanto isso, um professor com nível superior iniciaria sua carreira com um salário de R$1.264.
O Sindicato está aberto a negociações. “Queremos resolver essa questão sem queda de braço, mas de forma que os professores não sejam ainda mais prejudicados. Estamos dispostos a negociar, até mesmo para chegar ao valor de R$2.142, para o início de carreira. O que já é uma cifra inferior a das demais categorias trabalhistas do serviço público estadual.”, afirmou a coordenadora.
Deliberações da assembleia
Além da manutenção da greve, os trabalhadores definiram a realização de uma reunião do Comando de Greve nesta sexta-feira (15). O encontro será às 14h30 na sede do Sinte. Também será feita uma visita AA Escola Almirante Tamandaré, em Extremoz, para averiguar a denúncia de substituição de profissionais no local; mobilização nas escolas, veiculação de notas na TV e a realização de uma nova assembleia na próxima segunda-feira (18), às 14h30 na Escola Winston Churchill.
Caros colegas vamos a luta, dignidade para o professor, JÁ.
Na escola que dou aula, fui o único professor a aderir a greve. Não é fácil ser o único "subversivo" da escola e da cidade. Com a decisão do "tribunal de palhaçadas da in-justiça", acabei recuando e voltei a sala de aulas. Desde então não consigo me olhar no espelho. me sinto como um soldado que abandona seus colegas no fro
nte. Desculpem-me.
Na escola que dou aula, fui o único professor a aderir a greve. Não é fácil ser o único "subversivo" da escola e da cidade. Com a decisão do "tribunal de palhaçadas da in-justiça", acabei recuando e voltei a sala de aulas. Desde então não consigo me olhar no espelho. me sinto como um soldado que abandona seus colegas no fro
nte. Desculpem-me.
Na escola que dou aula, fui o único professor a aderir a greve. Não é fácil ser o único "subversivo" da escola e da cidade. Com a decisão do "tribunal de palhaçadas da in-justiça", acabei recuando e voltei a sala de aulas. Desde então não consigo me olhar no espelho. me sinto como um soldado que abandona seus colegas no fro
nte. Desculpem-me.
A sociedade precisa ser esclarecida. De um lado está o SINTERN e do Outro, o GOVERNO. O Sinter, como bem já tomamos conhecimento, tem jogo aberto com a sociedade, porém com o governo não podemos dizer a mesma coisa. O governo precisa esclarecer a sociedade do porque a justiça ter julgado o movimento grevista ilegal. Ele deve uma explicação a sociedade. Dizer que a greve é ilegal só porque 300 mil alunos estão sem aulas e que a greve passa de 70 dias, como se sabados, domingos e feriados fossem dias letivos não é um esclarecimento. Espero que o Sintern peça ao Governo que esclareça, se é que se pode pedir algo ao governo. Fico triste com tal atitude.

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O Poder Judiciário fez justiça ao decretar a ilegalidade da greve dos educadores de Natal?
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