O escritor Frei Betto foi um dos palestrantes da 7ª Feira do Livro, realizada na semana passada em Mossoró. Em sua explanação Frei Betto, falou sobre vários temas como greve, ditadura, política, mídia e drogas.
Durante a palestra, um momento foi dedicado à crise pela qual passa a educação. Muitos professores participaram do evento e tiveram a oportunidade de se expressar. O primeiro representante foi o coordenador geral Sinte-RN, professor Rômulo Arnaud. Ele expôs a situação pela qual passa a categoria ressaltando a desvalorização e descaso por parte do Governo do Estado.
“Que país e este que ojeriza uma profissão como a de professor?” questionou Rômulo arrancando aplausos da platéia. Diante da manifestação do público, Frei Betto emendou: “Fica fácil responder depois de uma reação como essa”, e disparou: “Isso se chama desqualificação do magistério. Faz parte do capitalismo e da forma como está se encaminhando a educação no Brasil: será como nos Estados Unidos, privilégio para poucos”.
No Circo da Luz, uma comissão de professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) se fez presente, assim como um grupo de estudantes que exibiam uma faixa com a seguinte frase: “A Uern vai acabar se a gente não lutar”. Diante destas manifestações Frei Betto se expressou com admiração e se solidarizou com a categoria, ressaltando que é necessária uma ação mais marcante por parte dos estudantes. Segundo ele, os movimentos estudantis têm um papel importante na luta por uma educação de qualidade. Além disso, pediu aos jovens que se unissem em prol desta causa.
Com informações de Sayonara Amorim da redação do Jornal Gazeta do Oeste
Saiba mais sobre Frei Betto
Frei Betto escreveu 51 livros, editados no Brasil e no exterior. Nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou, em 1982, o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue.
Em 1986 foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato por sua obra Fidel e a religião. Seu livro A noite em que Jesus nasceu (Editora Vozes) ganhou o prêmio de Melhor Obra Infanto-Juvenil de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez com o Jabuti, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra Típicos Tipos – perfis literários (Editora A Girafa).
Foi coordenador da Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais (ANAMPOS), participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central de Movimentos Populares (CMP). Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em 2003 e 2004 atuou como Assessor Especial do Presidente da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero. Desde 2007 é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo. É sócio fundador do Programa Educação para Todos.

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