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19/02/2010 Greve

Greve em Natal: professores explicam motivos da paralisação

O ano letivo da rede municipal de ensino de Natal que começaria ontem foi interrompido pela greve deflagrada pelos professores por tempo indeterminado. Durante esta quinta-feira (18) e sexta-feira (19), os professores estão nas escolas esclarecendo aos pais e aos alunos o motivo da paralisação, de acordo com a lei de greve que prevê 72 horas de aviso. A população também será informada através do rádio e de panfletagem.

Na segunda-feira (22), a categoria fará uma acampamento em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal.

"Esse foi o recurso utilizado para pressionar a Prefeitura a reajustar em 29% o salário dos professores. O valor corresponde à reposição salarial do período de 1994 a 2001, que vem sendo abatida ao longo dos anos. Em contrapartida, a Prefeitura ofereceu ainda em janeiro 5%, percentual rejeitado pela classe. Entre outras várias reivindicações" conta a coordenadora geral do Sindicato, Fátima Cardoso.

Após a assembléia que deliberou a decisão da categoria, realizada na Escola Estadual Winston Churchill os professores fizeram um ato público em frente à Prefeitura de Natal e uma comissão foi recebida pelo prefeito em exercício, Paulinho Freire, e pelo secretário de Educação, Elias Nunes.

A paralisação será mantida até, pelo menos a próxima semana. Na terça-feira (23) haverá uma reunião no gabinete do prefeito onde será apresentada uma proposta pela prefeitura.

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  • 5 comentários para "Greve em Natal: professores explicam motivos da paralisação"
    1. manoel cicero n. de oliveira 24 de fevereiro de 2010 @ 13:28

      aos professores concordo com a reividicaçao quanto prefeita mais unha metirosa na nossa politica .

    2. Fernanda 22 de fevereiro de 2010 @ 20:43

      Precisamos todos, ter o mesmo objetivo, pensarmos unificadamente para podermos exigir que a educação seja prioridade. Parabéns professores, pela coragem e firmeza ao sustentar a luta pela melhoria da educação.GREVE JÁ!

    3. Vanda 22 de fevereiro de 2010 @ 13:21

      Bom dia,lendo sempre os comentários,tudo leva a crer que a greve está direcionada mais para a questão do professor de ensino fundamental,e educador infantil,não é um ponto forte.

    4. Francielly 20 de fevereiro de 2010 @ 16:36

      Olá,

      Andei conversando com alguns colegas de outras escolas, nas quais não trabalho, e é perceptível o temor dos que estão em estágio probatório, muitos dos que foram convocados em 2009. Isso se dá, mais fortemente, porque, segundo alguns colegas, as direções e vice-direções de suas escolas, afirmam que o quem está em estágio probatório não pode aderir a greve. São muitos, os colegas, que parecem ter interesse em aderir ao movimento, mas que não o estão fazendo por medo. Seri interesante, que o SINTE-RN, na assembléia do dia 25/02 deixe claro e apresente as leis, por meio de nota esclarecedora ou qualquer outro gênero, que afirme e reafirme que nós, em estado probatório, podemos sim fazer greve. Acredito que o movimento só tem a ganhar com a adesão dos colegas ainda não-estabilizados ao movimento. Não adianta só declarar na assembléia que nós pdoemos fazer greve, é preciso mostrar a lei. Vocês têm advogado para isso.

      Desde já agradeço a atenção e almejo que considerem o meu comentário.

      P.S.: Eu sei que nós, em estágio probatório, podemos fazer greve, eu li a lei que diz isso. Mas muitos colegas estão apreensivos e isso só enfraquece o movimento. Sabendo que, em algumas escolas, os diretores não estão apoiando a greve e ficam dizendo aos professores em estado probatório que não podem fazer greve, pois se assim o fizerem, não serão mais funcionários públicos.

    5. Gorette 19 de fevereiro de 2010 @ 21:04

      Espero que na reunião no gabinete da prefeita também seja apresentada a proposta das 30 horas para os educadores infantis.
      att
      Gorette.

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