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25/10/2011 Discussão

Audiência com o Governo discute PCCR

Durante a audiência entre o Governo do Estado e os Sindicatos Sinte, Sinai e Sintern, realizada nessa segunda-feira (24), foi discutida uma pauta antiga e coletiva: a implantação dos Planos de Carreira dos servidores das Administrações Direta e Indireta. Os sindicalistas consideraram a discussão evasiva, sem definições concretas para a reivindicação das categorias. Além da governadora Rosalba Ciarlini, o recém-empossado secretário-chefe da Casa Civil, Anselmo Carvalho participou da discussão.

A exposição do tema foi feita pelo presidente do Sinai, Santino Arruda, que se baseou em dados já apresentados ao Governo. Também foram e explicadas duas propostas que retiram de pauta os principais empecilhos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal à implantação dos PCCRs.

Segundo a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, a audiência não surtiu os efeitos esperados pelos sindicalistas. “Não recebemos do governo respostas que, de fato, viabilizem as nossas reivindicações em curto prazo.”, avaliou. A governadora disse que deseja encontrar uma solução para o impasse e afirmou que será feito um estudo sobre as sugestões apresentadas pelos sindicatos. Entre essas proposições está o deslocamento da Folha de Pagamento dos aposentados para a Previdência e a criação de um teto salarial.

Salários
Questionado sobre a tramitação do Projeto de Lei que trata do teto salarial no Estado, o chefe da casa civil respondeu que o PL ainda se encontra na Governadoria. Os dirigentes sindicais aproveitaram a oportunidade para pedir agilidade e compromisso no combate aos super salários de poucos em detrimento dos baixos salários da grande massa de servidores do Estado.

Terceirizações
Outro ponto discutido foi o alto custo das terceirizações. A diretora jurídica do Sinte, Vera Messias, afirmou que esse é um dos ralos financeiros da Administração Pública que merecem atenção. “O custo de um contratado pagaria a três servidores. É preciso considerar isso, e as propostas apresentadas pelos Sindicatos têm fundamento e estão arrazoadas em dados do próprio governo do Estado.”, finalizou.

Compromissos
Ao final da reunião, foram assumidos os seguintes compromissos pela governadora:
1- Instalar uma mesa de negociação permanente;
2- Analisar o documento enviado pelos Sindicatos;
3- Na medida em que se constate a possibilidade de implantar os planos a partir dessa mesa, isso será feito;
4-No próximo dia 10 de novembro, o Governo apresentará os levantamentos que está realizando para que se conheça as areais condições do Estado para a implantação dos Planos de Carreira;

Descontos
Ao ser questionada sobre o corte de salários por causa da greve, a governadora afirmou que determinou, sim, o corte. Segundo a gestora, isso foi feito porque o Governo precisa ter os serviços restituídos à população. Ela disse, no entanto, que poderá desconsiderar a decisão se as categorias voltarem às suas atividades. Após se debater a questão, foi definido que não haverá corte de ponto nem de salário daqueles que já voltaram ao trabalho. Rosalba Ciarlini afirmou que a discussão poderá voltar à pauta quando os demais servidores retomarem as atividades.

Para Fátima Cardoso essa é uma forma de o governo amenizar a situação já que, de fato, os sindicatos não saíram da audiência com qualquer compromisso concreto assumido pelo Governo.

A luta continua
Ficou claro para o governo que as categorias buscarão a garantia das reivindicações por meio do diálogo. Mas, se explicitou, também, que os trabalhadores se manterão mobilizados, pois essa será a única forma de garantir que a implantação dos Planos não seja deixada para o fim da gestão.

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  • 9 comentários para "Audiência com o Governo discute PCCR"
    1. Santos 01 de novembro de 2011 @ 12:43

      Criar um teto salarial é engraçao...Desde quando um governo precisa garantir em lei que um humilde ASG não ultrapasse os limites salariais que lhe são devidos?... Será que alguém está com medo de que um ASG passe a ganhar mais que um professor?

    2. JOSEVANIA LIMA DA SILVA LACERDA 26 de outubro de 2011 @ 21:13

      a governadora ta mais para um cactus do que para rosa,pois não da encosto nem sombra.

    3. simone costa 26 de outubro de 2011 @ 06:19

      Já ficou claro que esse governo é ditador, dialogo não existe, só impor sua vontade. pois que as vias judiciais como ela(e) faz. Qto. aos aposentados passarem para a previdência não concordo,pelos motivos já defendidos pela categoria e gostaria de saber quem paga a folha dos políticos ativos e aposentados? Qto. aos terceirizados, não se iludam, não acabam pois tem um intermediário que lucra e muito com o negócio.

    4. Francisca de Souza Rego 25 de outubro de 2011 @ 21:44

      deslocamento da Folha de Pagamento dos aposentados para a Previdência e a criação de um teto salarial, é bom ou ruim para os aposentados, vai nos prejudicar , preciso de mais esclerecimento,fico esperando resposta.

    5. francismar 25 de outubro de 2011 @ 20:44

      a governadora continua com a mesma postura ou seja está aberta ao diálogo porém não resolve nada é o mesmo que dizer "não fazer nada mas estou prota para ouvir, porém não esperem nada desse governo.

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