Desde 2009, o Sinte solicitou à Promotoria de Patrimônio que investigasse o contrato da prefeitura do Natal com o prédio do Novotel. Mas o Ministério Público andou em silêncio, chegando aparentar que a investigação não estava sendo realizada.
É preciso, então relembrar alguns fatos. O valor do aluguel do prédio na época em que foi contratado era de R$70 mil por mês. Enquanto isso, o antigo espaço que abrigava a secretaria, o edifício Ducal, sofreria reajuste para R$50 mil ao mês. Vale ressaltar também que a reforma para ambientação foi custeada pela prefeitura. Ou seja, um aluguel exorbitante e uma reforma que ao final levaram embora R$240 mil dos cofres municipais.
Esse é um valor que poderia ter sido utilizado para o enquadramento dos Educadores Infantis; no repasse de dinheiro direto às escolas; na compra de merenda para a comunidade escolar; na reposição salarial da categoria; na compra de material para as Escolas e Centros Municipais de Educação ou, ainda, para aliviar tantas outras carências do sistema educacional público local.
“O Tribunal de Justiça do RN e o Ministério Público precisam estar atentos a todas essas atrocidades da gestão municipal. A sociedade espera que todos os prédios locados sejam avaliados e que se proceda a investigação.”, disse a coordenadora geral do Sinte.
Para ela, a população não deseja que se comentam injustiças ou precipitações, mas que os órgãos máximos do poder público dêem respostas aos seus clamores. “Creio que se houverem motivos, as devidas medidas serão tomadas. Mas, senhores, vão a fundo buscar respostas para o nosso povo! Nós queremos respeito.”, finalizou a dirigente

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