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20/08/2010 Piso Salarial Nacional

Má gestão emperra pagamento de piso a professores

O Piso salarial dos professores foi tema de debate na Comissão de Educação e Cultura, no início desta semana. Deputados da casa, representantes de entidades e o secretário-geral da CNTE, Denílson Bento da Costa, se reuniram para discutir o índice de reajuste do valor do PSPN.

Durante o debate realizado na Comissão, o coordenador-geral do Fundeb, Wander Borges, demonstrou que o governo federal separou quase R$ 7 bilhões neste ano para complementar os recursos do fundo nos municípios. Por essa razão, foi apontado que não há justificativa para as prefeituras descumprirem a lei (11.738/08) que instituiu o piso salarial nacional da categoria.

"Para aonde estão sendo levados esses R$ 6,9 bilhões? Desafio qualquer município a provar que deu, nos últimos três anos, um aumento salarial acumulado de 30% aos professores. O dinheiro tem sido desviado, e não podemos concordar com isso. As prefeituras incham suas folhas de pagamento com cargos de confiança e depois dizem não ter recurso para a educação”, afirmou o deputado Severiano Alves (PMDB-BA).

O deputado acusou as prefeituras de não pagarem aos professores do ensino básico o piso salarial de R$ 1.024, definido pelo Ministério da Educação (MEC), devido à má gestão e ao desvio de recursos. A declaração foi feita, nesta terça-feira, após audiência pública da Comissão de Educação e Cultura sobre o tema.

Falta de consenso
Na audiência pública, ficou claro que estados, municípios, governo federal e professores ainda estão longe de chegar a um consenso sobre os critérios de reajuste do piso da categoria.

Cinco governadores já recorreram à Justiça argumentando que o piso é inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou o mérito, mas decidiu, em liminar, que estados e prefeituras podem somar as gratificações pagas aos professores para atingir o valor do piso.

O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Denilson da Costa, sustentou que o piso deve englobar apenas o vencimento do início de carreira, sem contar nenhuma outra vantagem. Ele afirmou ainda que a entidade prepara um relatório com a lista de todos os municípios onde a lei está sendo descumprida.

Fonte: com informações da Agência Câmara, 18/08/2010

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  • 9 comentários para "Má gestão emperra pagamento de piso a professores "
    1. josé Francisco da costa 11 de outubro de 2010 @ 19:45

      acredito sim em desvio por parte de algumas prefeituras, no entanto em santa maria ganhamos o que nosso plano aponta.Aqui nosso plano de carreira aponta 30 horas iniciante R$ 712,00 licenciado R$ 1.152 e com especialização R$ 1.440,00. já em São Gonçalo do Amarante o caso é de policia.

    2. Aninha 28 de agosto de 2010 @ 11:53

      Esse dinheiro e o dos auxílios transporte do estado devem estar indo pra campanha eleitoral!!!

    3. Rejania 24 de agosto de 2010 @ 09:49

      parece que os ASG vão ganhar mais do que os professores? E kd o sindicato que não mobiliza mais a classe? Será que estão do lado do governo?

    4. MANOEL DE ARAÚJO FERREIRA 23 de agosto de 2010 @ 15:12

      QUE LEI É ESSA , QUE NÃO SERVE PARA NADA.

    5. Francisco 23 de agosto de 2010 @ 11:47

      Trabda educação de Tibau/RN, em greve há mais de 15 dias,com salários atrazados e muito longe de ganhar o piso,recorrer a quem se nem a procuradoria da justiça que fica em areia branca/RN,consegue resolver este grande problema.

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