A audiência que o Sinte teve com o Governo nessa terça-feira (10) serviu para o governo reafirmar que não irá responder aos anseios da categoria. Durante todo o processo de negociação, o Sindicato tem ressaltado o desejo de ver suas reivindicações serem atendidas por meio do diálogo com o Governo. “Não queremos queda de braço. Queremos apenas que o Estado dialogue conosco para juntos chegarmos a um acordo.”, afirma a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso.
Por outro lado, a sindicalista diz que o conflito, enquanto luta de classe, se mantém porque o Governo não se interessa em apresentar proposta à categoria. Reiterando a fala da coordenadora, a diretora do setor jurídico do Sinte, Vera Messias, afirma: “quando esse desinteresse ocorre, os trabalhadores naturalmente reagem.”. A diretora ressalta que o descontentamento se torna ainda maior pelo fato de haver lei nacional que versa sobre o Piso. “A insatisfação da categoria tem uma razão. O STF já publicou o acórdão e o governo ainda assim não atende às reivindicações.”.
Durante a audiência, a secretária de Educação, Betânia Ramalho, falou sobre o Piso Salarial e a Carreira do Magistério. “Com uma conceituação distorcida ela diz que o Estado estuda a forma de como e quando implantá-los.”, disse Fátima Cardoso. Segundo a dirigente o discurso da secretária possibilitou à categoria entender que haveria tentativa de implantar o Piso de R$890 para aqueles que ainda não o recebem. “Isso não representa sequer duas mil pessoas. Essa é, inclusive, uma forma piorada do que foi o teto salarial promovido por Vilma e Iberê.”, disse.
A coordenadora disse ainda que considera lamentável a postura do governo. “Esse deveria ser o momento para eles assumirem o dever de prover a educação, mas preferem deixar que o conflito se estenda. Isso permanecerá até eles compreenderem que os nossos professores têm o pior salário do país.”, ressaltou.
É importante lembrar que além das reivindicações do magistério, os demais Trabalhadores em Educação estão prejudicados pela falta de propostas do Governo do Estado. Segundo Fátima Cardoso, mais de quatro mil servidores da Educação ainda não receberam a primeira parcela do Plano, implantado em 2010. “Vou transformar minha decepção com o governo em mobilização junto à categoria e esclarecimentos à sociedade. Nossa luta permanecerá até que sejamos ouvidos de verdade pelo Governo.”, conclui a coordenadora.
O GOVERNO DO ESTADO DITO: "GOVERNO ROSALBA", JÁ ESTÁ SENDO CONHECIDO POR: "DITO PELO NÃO DITO", OU SEJA, NÃO FEZ, NÃO FAZ E NÃO FARÁ NADA POR NENHUM SEGUIMENTO. QUE VERGONHA!
Li as informaçoes sobre a audiencia realizada no dia 10/05 e senti falta de infomações sobre a posiçao do governo do ESTADO a respeito do pagamento da 1ª parcela do PCCR dos servidores.Aguardo informações.
acho que a governadora quer testar a paciência dos professores, mas nós estamos nesta luta até o fim, vamos mostrar a rosalba que nós tambem temos um sindicato e que esta sindicato vai luitar por nossos direitos,
PROF. SUCUPIRA - SEMPRE REVOLTADO
Por que já não exigimos judicialmente a implantação dos R$ 1.187,00 na tabela remuneratória,retroativa ao mês de abril, pra início de conversa? Esse é o mínimo que o Estado deve pagar,segundo a Lei!
É fundamental que neste momento,nós professores mantenhamos os alunos e os pais informados,sobre os últimos acontecimentos no que diz respeito a nossa situação.É lamentável, que o governo do estado tome uma posição,que nos deixa a todos sem perspectiva,sem esperanças.

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O Poder Judiciário fez justiça ao decretar a ilegalidade da greve dos educadores de Natal?
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