A sociedade potiguar vive um período de grandes irregularidades na Educação. Não pelo movimento grevista, mas pelas más condições em que se iniciou o ano letivo. Faltam professores, funcionários, merenda e até carteiras. Há prédios em condições precárias com instalações hidráulicas e elétricas expostas e alunos (as) correndo sérios riscos pelas infiltrações e pela possibilidade de choques nas paredes.
Os velhos bebedouros também denunciam o risco de contaminação na água consumida pelos estudantes. Há banheiros entupidos; bancos de alvenaria quebrados; cozinha com fogões inutilizados; locais insalubres, sem manutenção de limpeza e higienização. Atreladas a isso, existem as carências pedagógicas e didáticas inerentes à qualidade do ensino: as salas de aula estão super lotadas e faltam elementos básicos para se planejar uma aula.
O Governo não pode ficar alheio a esta situação. Não pode simplesmente dizer que os problemas foram causados por gestões passadas e ignorar as suas consequências. Já se passaram cinco meses desde que a atual administração assumiu o Estado e nem os Diários de Classe foram enviados aos professores. Isso, certamente, não é mais responsabilidade dos antigos governantes. É por essas razões que o Sinte se dirige à sociedade. É por isso que a categoria busca o Governo. Esse é apenas um apelo ao cumprimento de um Direito básico: Educação.
Esse diálogo entre trabalhadores, sociedade e Governo deve começar, já e deve contemplar, também, todas as condições adversas pelas quais os profissionais passam. Para tanto, vale lembrar que os salários da categoria são os mais baixos na estrutura do Governo estadual e esta é maior categoria trabalhista do Estado. É também a que presta o serviço mais importante à população.
A greve dos Trabalhadores em Educação é motivada pela falta de proposta do Governo à categoria, aos alunos e à sociedade. E ela se manterá até que alguma atitude seja tomada pelos governantes. Qualquer que seja o desfeche desta luta, o Sinte e a categoria que representa seguirão em frente firmes e coerentes em nome dos interesses da Educação.
Parabéns pela coragem, lutem pois queremos sair vitoriosas,sou aposentada quero receber um salario digno de ter uma terceira idade com bem estar para cobrir os anos de trabalho que passei em sala de aula.dando dois expedientes.Hoje tenho as consequencias.Sou depressiva,stressada,labirintite etc.Em nome dos aposentados não nos deixe de fora lutem por nós tb.Abraços
vamos a luta teremos que conquistarmos nossos direitos.
Essa nota precisa ser divulgada na tv para esclarecer a população, pais e alunos. Parabéns Fátima Cardoso!
Além de todo descaso com nossa luta, a digníssima governadora de nosso Estado decidiu que não merecemos receber tão caro (porém imprescindível) salário. Como fica o direito à greve? Será que merecemos penar sem também ter direito a pagar nossas contas? JUSTIÇA!!!
Essa é a realidade da escola a qual eu trabalho no município de São Gonçalo do Amarante.Com tudo isso, enfrentamos os baixos salários,colaborando negativamente à promoção da educação pública.Sem nossos direitos garantidos,não iremos arredar o pé desta luta.

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O Poder Judiciário fez justiça ao decretar a ilegalidade da greve dos educadores de Natal?
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