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29/07/2011

Eu gostaria gritar para a excelentíssima governadora que “Eu Não Tenho Culpa da Irresponsabilidade de Ninguém,”

O Sinte reproduz abaixo, o texto da estudante Luana Cristina, postado em seu blog. Para conhecer o espaço virtual dela, clique aqui.

A expectativa é uma lástima perfeita, que por hora nos dá esperança, e por outra nos tira.

Imperfeitamente eu acreditei nela, e tive a decepção como resulta.

Grandes nomes que eu admiro, dignos da repercussão mundial assim como, Albert Einstein, o teórico da relatividade, ou mesmo, um mais próximo como Machado de Assis, pai do realismo, são exemplos de gênios autodidatas, os quais eu enfoco em forte reflexão, cada um de seu modo encontrou suas vocações sem frequentar a escola diariamente. Esses foram um grande espelho pra mim nos últimos meses.

Eu amo a minha escola, foi lá que conheci pessoas realmente preocupadas com meu futuro, que mesmo com poucos instrumentos ao seu favor, contribuíram para a mudança e a absorção de parte do que eu sou hoje. Foi na escola que professores trasmitiram eficasmente os vários ângulos da supervivência; o mundo, como ele funciona, de quê nós seres vivos somos constituídos, como se deu nosso presente a partir da complexa história, porque é importante o uso da linguagem seja o nativo ou estrangeiro, porque a noção crítica deve ser formada pelos jovens e empregada à sociedade e muitos valores.
Voltando para a expectativa, e para os gênios, queria destacar minha necessidade contígua. Albert Einstein disse: "O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência.” Eu nunca vou culpar algum insucesso meu aos meus educadores, afinal muito do que eu sei devo a eles.

Quando eu interpreto essa frase de Einstein imagino que ele queria expressar que o aprendizado é algo multíplice e abarcado no psíquico da mente ao longo da existência; é isso que faz sentido no processo da evolução, por exemplo, pra os homens pré-históricos dominarem o fogo decorreu-se um longo processo de vivência e observação; até a sociedade usar uma forma definitiva de escrita foi preciso muitos séculos e a influência de diversos povos. Para Newton postular suas leis de mecânica se doou quase toda vida. Até a formação do planeta terra se deve a um procedimento contínuo de mudanças e de adaptação.
Toda essa complexidade de palavras, que podem ou não fazer sentido, diz respeito ao sentimento corrompido do qual eu também faço parte.

Afinal o conhecimento nunca será incorporado ao espírito sem total doação e treino, ele é consecutivo, conquistado em todas as esferas, e a formação escolar é de suma importância nesse crescimento. Mas, a dedicação fora da escola substitui muitas vezes esse sentido. Mais como? Até agora eu não entendi onde ficaram minhas opiniões, até onde eu sou parte importante na aparência do governo, e até onde sou importante na realidade que serve a minha situação no que diz respeito à política educacional. Eu vejo muitas leis que protegem meus direitos, porém ao meu mesmo tempo não consigo usar nem uma ao meu favor. Talvez se eu fosse do tipo que vai pra escola só por obrigação eu não me sentisse indignada. O que acontece é que me imposta uma política discriminatória, onde a educação é a parte menos respeitada, eu não tenho direito nem de estudar.

Eu penso como seria o nosso presente se os grandes gênios desistissem na primeira vez, até se descobrir a composição do átomo, só por ilustração, foi preciso pesquisa e estudos árduos de muitos físicos e químicos, desde Dalton até Bohr. Então eu não quero dizer que vai ser em um ano que eu vou fazer jus a um aprendizado que deveria ser de uma vida inteira, mas ao mesmo tempo em que conheço minha capacidade, sei que necessito continuar estudando diariamente como antes pra me realizar, só que infelizmente não esta mais a meu alcance.
Eu venho me preparando de verdade pra o vestibular desde o momento que escolhi como curso, Direito. Não o escolhi por status, mas porque tenho verdadeiro fascínio pelo ideal de ordem e justiça. Eu não tenho medo de não passar na seleção, eu tenho certeza que um dia eu vou conseguir porque eu tenho capacidade suficiente. O que tirou minha esperança pra esse ano é que por necessidade meus professores irão pagar as aulas da greve à tarde e noite, justamente as horas que eu “necessito” para me preparar pra minha prova. Sendo assim não há sentimento que revolte e retrate minha indignação, a governadora me tirou os professores e agora me tira o direito de estudar mais uma vez, como eu vou me sentir capaz se não tenho escolha, se sou convicta que irei concorrer com pessoas preparadas intelectualmente, de escolas federais e privadas que não sofreram a interferência da greve?

Eu gostaria gritar para a excelentíssima governadora que “Eu Não Tenho Culpa da Irresponsabilidade de Ninguém,” seja um problema antigo ou novo, eu não me importo. Não cabe aos governantes resolver os problemas? Onde está a minha necessidade? Ninguém discute isso? Será que existe uma proposta pra mim? Justifique-se porque eu não tenho nenhuma artimanha em mãos, e você trabalha pra mim, ou não?

Sinto muito mais, pelo menos o meu neoliberalismo deixa-me queixar!

Eu sei que lágrimas e lamentos não vão adiantar. “Entendo, perfeitamente, meus professores, eu sei a luta que eles ‘sobrevivem” todos os dias, a lamúria de depender de um estado perverso e cínico. Não julgo meus professores, os admiro. Eles são tão vítimas quanto eu. Mas desejaria sinceramente que tudo isso fosse mentira, um sonho embuste, em que eu pudesse acordar e estudar tranquila para minha prova, preparada como eu quero. Mas infelizmente por esse ano chega! Eu estou cansada de lutar contra o tempo sem nenhuma consideração dos políticos, eu desisto de chorar, de lastimar os prejuízos, de ficar calada enquanto me tiram até o mais simplório dos meus ideais.

Tornando aos autodidatas, muito do que eu sei, eu aprendi estudando em casa. A dedicação realmente se baseia nos sonhos, tudo que é verdadeiramente ambicioso é autêntico e nos dá ferramentas de constantes buscas. Os sonhos deveriam nortear a vida dos mais poderosos para que ao invés de extrair os meus, pudéssem nos amoldar em ramos convenientemente castos e alcançarmos a almejada igualdade social, se fosse assim eu não estaria escrevendo isso agora. Essa seria uma solução profícua. Infelizmente está longe...

Eu não sei o que será daqui pra frente. Se o resultado de tamanho esforço, de ficar o dia inteiro na escola será conveniente para o meu futuro. Com certeza não será pra o meu vestibular. Principalmente por que não poderemos aproveitar essas aulas.

Eu torço por cada um dos meus professores, que eles sejam recompensados dignamente e como eles merecem. Minha escola, embora não tenha fama, foi a única que me ofereceu professores preocupados, justos e qualificados, que ensinaram de forma que preenchesse a carência educativa de cada um. Em outras escolas de “boa fama” isso não ocorre, ocorre a preferência, a exclusão!. Eu já estou convencida de que não há nada a fazer, só sofrer essa é minha real situação. E afrontar, para que meus irmãos conheçam uma realidade diferente.

Peço a Deus que a cada dia meu sonho se fortaleça, que eu não me espelhe na ruína que a política impõe, não só a mim mais à todos os colegas da escola. Peço que Ele não me abandone, nem me veja como fraca, que esteja comigo ano que vem com muita honra. Que esse desânimo seja responsável por nutrir minha esperada conquista, que a expectativa da esperança empunhe sempre em minhas ações até o tão sonhado grito.

Luana Cristina

“Os sonhadores mudaram a história da humanidade. Eles fizeram da derrota, o pódio para a vitória; das críticas, o palco, de onde receberam os aplausos.”

Augusto Cury

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  • 27/07/2011

    Respostas da categoria

    Tod@s vocês da coordenação regional, do Comando de Greve e das bases do nosso Sindicato estão de parabéns. Pois, cumpriram o seu papel de exercer a sua cidadania em defesa da dignificação da Escola Pública e da valorização profissional dos homens e mulheres, que enquanto educadores (as), formam as futuras gerações da sociedade norte-rio-grandense. Nestes 80 dias de paralisação da rede estadual de ensino, o Governo Rosalba Ciarlini demonstrou com todas as letras, que se trata de um governo autoritário e insensível às mobilizações populares dos servidores(as) públicos(as) do RN. Chegando ao cúmulo da prepotência, quando na audiência de ontem(20/jul/11), entre o governo e o Sinte-RN, barrou a entrada da deputada Fátima Bezerra, do deputado Fernando Mineiro e do senador Paulo Davim. Neste processo, não há vencidos, nem vencedores. porém, se tivéssemos, à luz da verdade dos fatos, de apontar alguma derrota, poderíamos, com certeza, afirmar em alto e bom que a grande derrotada foi a Educação Pública Estadual, e por extensão, os filhos e filhas das camadas mais carentes da nossa população.Outrossim, como ex-dirigente do Sinte, devo confessar-lhes, que de 1979 até a presente data, em todas as greves da Educação Estadual, jamais havia testemunhado uma assembleia de término de movimento grevista, onde as bases da categoria saíssem respaldando a direção sindical, de forma quase unânime, salvando-se algumas raras exceções. Afinal de contas, nem Jesus Cristo agradou a todos os seres humanos. Para encerrar, reitero aquilo que já disse, publicamente, estamos orgulhoso de tê-los na direção do Sinte-rn. Que o Criador do universo conceda a tod@s vocês: paz, saúde, companheirismo, amizade e coragem para cumprir o compromisso assumido, de público, com a categoria, deixando claro que a greve foi suspensa. Mas, a luta vai continuar! Que Deus abençoe vocês e a categoria dos (das) educadores (as) como um todo!


    Saudações sindicais e educacionais,
    Luiz Carlos

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  • 27/07/2011

    Aos Professores(as), Nossa Admiração

    Companheiros(as) Participei das Assembléias da categoria, sentir a motivação a resistência a união da categoria com a direção do Sinte. Um luta coletiva. Vi amadurecimento, uma linda consciência de luta de classe. Um belo exemplo de luta contra a opressão do governo do estado que usou do poder para obrigar os educadores/as a parar a greve.

    Na assembléia de ontem (20/07/11)Foi uma decisão dicificil companheiros(sa), emoções, choro, mas, a consciência do dever cumprido que lutou e não se rendeu. Uma luta desigual, ameaça de demissões, multa de 10 a 100 mil, ameaça corte de ponto, punições, etc.

    A categoria e a direção terminaram a greve após 84 dias com cabeça erguida e conseguindo desmascará esse governo que não diáloga com os movimentos sociais. Aumentou a união e a consciência de luta da categoria que saiu mais fortalecida e, a presença dos estudantes em apoio a luta dos educadores/as. Aquela frase que eles criaram dizem tudo: " O(a) professor é meu amigo, mexeu com ele(a) mexeu comigo". Demonstra a maturidade a consciência e o resgate histórico do movimento estudantil.

    Parabéns companheiro(as) e lembrem-se além de professores(as), vocês são os(as) construtores do Pensamento.

    Vamos nos encontrar no dia 07 de setembro no Grito dos(as) Excluidos/as e dar o grito da educação colocando para fora mais esta indignação de injustiças sociais de lutar por um direito assegurado e ser negado! De lutar por melhores condições de salário e trabalho. De lutar por uma educação pública e de qualidade.


    Abraços.

    --
    Carlinhos
    Secom/Pastoral Operária
    Grito dos/as Excluídos/as
    Mossoró-RN

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  • 22/07/2011

    Poesia

    Autor: Professor, Milton Urbano Aires
    SINTE – RN - Regional de Pau dos Ferros


    Sempre quem não cumpre a lei
    Comete ilegalidade
    Com falsa moralidade
    Você sabe eu também sei
    Os caminhos que trilhei
    Foi pra ver o meu direito
    Sem abuso e sem preceito
    De um governo ditador
    Que tira a essência da flor
    Destilando o preconceito

    Os alunos são punidos
    Por falta de professores
    Pelas mãos dos opressores
    Com ação são reprimidos
    Mas não chega aos ouvidos
    Da nossa sociedade
    De estudar fica a vontade
    Negado por uma rosa
    Já cantada e verso e prosa
    Seu estilo de maldade

    Não rendo meus louvores
    Aos atores da justiça
    Que tratam como carniça
    Alunos e professores
    Logo eles defensores
    Da nossa sociedade
    Que ferem a legalidade
    De uma lei que é legal
    Que é pra ser imparcial
    E julgar só a verdade

    A docência foi ferida
    Por togados do direito
    Que destilam preconceito
    A uma classe destemida
    Que de forma ressentida
    Viu um direito seu
    Que ganhou depois perdeu
    Ferido num tribunal
    De forma irracional
    Que a corte distorceu

     

     

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  • 20/07/2011

    O tempo é esse

    Por: Neto Queiroz

    Os professores do Estado estão sob o risco de perderem o "time" para conquistar a melhor negociação salarial já vista na história da categoria. Caso resolvam esticar a greve agora, o tempo estará perdido.

    Nas greves históricas dos professores, o máximo que se conseguiu no final de tudo foi uma reposição parcial de perdas salariais, jamais se conseguiu aumento real de salário.

    Oportunidade e necessidade
    A oportunidade que os professores têm agora em mãos se deve a necessidade que o Governo do Estado tem de pôr fim à única greve que realmente entala o governo. Enquanto durar a greve dos professores o Governo de Rosalba não começa.

    E por ter necessidade de acabar com esta greve é que o Governo se mostra disposto a conceder o que os professores pedem, roga apenas pelo prazo.

    Conquistas históricas
    De uma vez só os professores vão ter a reposição de perdas salariais, a atualização dos valores do plano de cargos e salários e o retroativo disso tudo. Nunca haverá outra chance como essa.

    Porém, o "time" disso é agora. A decretação da ilegalidade da greve e a queda de braço com o Governo está no limite. Continuar com a greve agora é desperdiçar essa chance.

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    Sindicato dos trabalhadores em
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