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20/07/2011

Poesia

Um amigo que esteve em Natal no show da banda evangélica Diante do Trono afirma que a nossa governadora foi alvo de uma sonora vaia. E, como o vento foi à beira mar, pediu-nos que lavrasse um Galope à Beira-mar descrevendo a cena.

Foi feio o espetáculo entre a multidão
Em meio às alvíssaras de um show evangélico
Formou-se um cenário bem psicodélico
Com a governadora rindo e dando a mão;
Mas tinha grevistas da educação
E tinha estudante querendo estudar
Vários barnabés e até militar
Com medo de atraso, desconto e abono...
A vaia comeu DIANTE DO TRONO
E a rosa murchou na beira do mar!

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  • 11/07/2011

    Poesia - Crispiniano Neto

    Estudantes na DIRED

    Mesmo sem água e sem luz

    Eis as glosas:

    I
    Já está perto de um mês
    Que a ocupação foi feita
    O Governo não respeita,
    Não conversa, Não dá vez...
    Com base em não sei que leis
    Um juiz que não fez jus
    Aos poderes que conduz
    Despeja, mas ninguém cede
    Estudantes na DIRED
    Mesmo sem água e sem luz

    II
    Protesto é cidadania
    Porém o governo alopra,
    Rosalba "Morde e assopra"
    Acena e não negocia
    Corta a água, a energia,
    Corta o diálogo e reduz
    As chances de quem conduz
    A greve, deixar a sede
    Estudantes na DIRED
    Mesmo sem água e sem luz

    III
    Gesto ditatorial,
    É tabefe em vez de beijo
    Em vez de afago, despejo,
    Sentença judicial,
    Repressão policial,
    Coturnos e brucutus...
    Quanto mais mexe, o cuscuz,
    Mais fica azedo e mais fede
    Estudantes na DIRED
    Mesmo sem água e sem luz

    IV
    A UERN está mais triste
    Nem parece academia
    Porque sua autonomia
    Financeira não existe.
    Essa turma que resiste
    Lá na DIRED, traduz
    Entre a espada e a cruz
    O que todo mundo pede
    Estudantes na DIRED
    Mesmo sem água e sem luz!

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  • Tags: Ocupação, Dired, Poesia
  • 04/07/2011

    Ponto para a greve

    Rosalba manda cortar pontos dos professores em greve. Ponto para os grevistas... Duvido muito que ela esteja conseguindo entender a dimensão da estupidez da atitude. Quem tem assessores como a nossa governadora, não precisa de inimigos. Sinto nas falas de Rômulo Arnaud, que é o único líder da greve que consigo escutar aqui no meu reduto em Serra do Mel, onde trabalho com rádio ligado por força do ofício de escriba de província, quando em verdade, em verdade vos digo que preferiria mesmo estar vivendo "sem rádio e sem notícias das terras brutalizadas". É impressionante o quanto Rômulo, este líder sindical, amadureceu. Um jovem que conheci engatinhando nas lutas sociais, quando convivi no mesmo SINTE, com sua irmã Tânia Arnaud, hoje esposa de Valmir e uma das pessoas mais dignas com quem tive a honra de conviver. Impressiona mais ainda a trajetória oposta da governadora.

    Enquanto o sindicalismo aprendeu, amadureceu, preparou-se, temperou-se nas lides do confronto e da negociação, a governadora e o seu entorno desaprenderam, regrediram, apequenaram-se, empurraram a cabeça num buraco como avestruz e pensam que o corpo está todo protegido. Se Rosalba já não era de negociação quando governou em Mossoró, agora pirou. Acha que ainda estamos nos idos da década de vinte quando se dizia que movimento social era caso de Polícia. Mas que polícia, que uma, a civil, está em greve e a militar está em estado de assembleia permanente, com proposta de deflagrar um aquartelamento, que significa dizer: "estou aqui, mas não estou nem aí". Rosalba foi buscar gente que tinha parado no tempo nos anos 70. Gente de visão obtusa. Gente que se formou politicamente na ditadura, quando só tinha dois partidos, o do "sim" e o do "sim, senhor". Gente que não sabe que os tempos são outros, que a negociação virou regra.

    Radicalizar só vai provocar a radicalização do outro lado. A Guerra louca de Bush Filho contra o terrorismo só aumentou o terrorismo. Se a imprensa se dignasse a divulgar o que acontece no Afeganistão e no Iraque, saberíamos quão desastrosa é a política yanque naquelas terras. Reagan era o mais anticomunista de todos, mas foi quem negociou o fim da guerra fria e a União Soviética desmoronou depois. Sem Coréia, Camboja, Vietnã, Laos, países africanos e latinoamericanos com seus guerrilheiros românticos inspirados em Régis Debray ficaram sem discurso. Sem ameaça a Cuba e aos outros redutos do sonho do socialismo à força, a URSS ficou sem discurso e teve que assistir a queda do Muro de Berlim, como simbologia da queda do muro psicológico que dividia o mundo em duas ideologias.

    As ideologias permanecem, mas falta o muro... Rosalba, ao instituir o corte do ponto dos grevistas institui o muro: a motivação, o ânimo, reforça o discurso dos líderes grevistas e perde o elo com os pais e os alunos, pois sem receber os salários os professores se desobrigam de repor as aulas, o que significa dizer que a governadora está decretando a morte do ano letivo. Isso depois de vermos na TV alunos declarando que desistiram do vestibular. A secretária de Educação deve estar angustiada com a decisão radioativa, estúpida e inválida. Mas... Está lhe faltando dignidade, coisa que nunca lhe faltou antes, para ter coragem de dizer à governadora que não vai ser "carrasco dos professores". Que vai sair antes de enterrar a sua ilustre biografia num Centro Administrativo que não centraliza nem administra mais coisa nenhuma. Rosalba está numa encruzilhada. Ou acorda, ou a... Corda. Assim como caminha, o autoenforcamento é inevitável!

    Retirado de http://www.defato.com/29_06_2011/crispiniano.php

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  • Tags: Opinião
  • 29/06/2011

    Rosalba já está pagando o preço: 59% de rejeição

    A governadora Rosalba já está pagando o preço da sua insensibilidade diante das reivindicações dos servidores públicos.  Segundo levantamento realizado pelo instituto Consult entre os dias 20 e 22 de junho, 59% dos natalenses rejeitam o seu governo.  

    Grande parte dessa rejeição vem, certamente, do desgaste provocado pelas denúncias da greve da educação.  A Governadora ficou sem chão depois que o SINTE-RN colocou por terra os argumentos da falta de dinheiro e o impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    De uma coisa podemos ter certeza: Rosalba vai sair perdendo, e muito, se mantiver a postura arrogante que tem marcado o seu governo até o momento.  O primeiro sinal já foi dado.

     

     

     

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  • Tags: DESGASTE, rejeição, Rosalba
  • 02/06/2011

    Velloso veio, viu, mas não venceu, nem convenceu

    Leilton Lima*

    O Governo Rosalba jogou pesado na audiência pública que tratou da Lei de Responsabilidade Fiscal, realizada terça-feira(31), na Assembleia Legislativa. O Estado bancou a vinda ao Rio Grande do Norte do ex-secretário de assuntos econômicos do Governo Collor, Raul Velloso — assim mesmo com dois “eles” igualzinho ao seu patrão presidente.

    Velloso é conhecido como “o homem de uma nota só”. Ele é especialista em falar sempre a mesma coisa quando o assunto é “Gastos Públicos”. Para ele, cortar despesas é igual a cortar investimentos sociais. Trata-se da já caduca teoria do Estado Mínimo, cuja prática causou quebradeira geral em vários países inclusive no Brasil das eras Sarney/Itamar/Collor/FHC.

    Um dos métodos de convencimento adotado por Velloso é nosso velho conhecido: esconder-se atrás da Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), para tentar convencer a sociedade de que os investimentos em serviço público “é coisa do mal”. Os servidores? Merecem mesmo ver o Governo somente pelas costas. Nada de reajuste, nada de cumprimento de Lei de Planos. Nada de nada.

    E ele disse a que veio. Fez assombro. Disse que a situação do RN “é uma da piores do País”, que aqui há excesso de “gastos” com pessoal e lembrou que a Governadora pode ser punida se infringir a famosa LRF. Nada de novo.

    O que ele não disse é que a LRF não é um monstro tão feio assim. O governante pode sim, atuar com bom senso em favor do serviço público sem correr os riscos que eles querem fazer crer. A Lei prevê punições ao chefe do Executivo somente em casos extremos. Até hoje no Brasil ocorreram apenas aplicações de multas que não ultrapassaram R$ 20 mil. E olha que foram para casos de descumprimento das medidas de transparência ou de gastos de 70% da receita sem nenhuma medida de recuperação.

    A correção da inflação aos salários dos servidores é prevista na Constituição e pode ser concedida mesmo que ultrapasse os limites da lei, sem punições ao gestor público. Quer mais? Gastos com pessoal para aumentos de salários, além dos 54% permitidos por lei, podem ser recuperados no prazo de oito meses, sem punições. Ou seja, a Governadora não vai por o pescoço na forca se atender as reivindicações agora. Basta usar o prazo dado pela Lei para adequar as contas do Estado à nova realidade.

    Se a Lei não proíbe e a arrecadação do Estado bate recorde a cada mês, então para onde vai esse rio de dinheiro? Ao que parece, estamos assistindo ao velho filme no qual a verba que deveria ser usada, por Lei, para corrigir o salário dos servidores é direcionada para patrocinar as grandes obras visíveis aos olhos eleitorais e saciadoras da sede inesgotável de lucro dos patrocinadores das campanhas eleitorais.

    Velloso veio, viu, mas não venceu, nem convenceu.

    *Leilton Lima é assessor de comunicação do Sinte-RN
     

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  • Tags: Lei de Responsabilidade Fiscal, Greve
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