Feliz dia da mulher
Mais do comemorar o 8 de março, as mulheres de todo mundo necessitam saber que este dia só foi possível graças a mulheres e homens que lutaram pela igualdade de gênero. E, que merece o nosso reconhecimento. Não podemos esquecer o movimento socialista que deram historicidade a este dia entre as nações. Vemos esta data não apenas como comemorativa, mas é uma data que tem um conteúdo ideológico.
No nosso país além dos preconceitos, é percebido, que a mulher que recria o seu espaço não é bem interpretada e olhada. Não basta lembrar Nízia Floresta ou Margarida Alves. Exaltar o primeiro voto de D. Celina, porque para além destas memoráveis mulheres, estão os preconceitos, os estereótipos e uma severa disciplina machista que impede a recriação de novas relações pelas próprias mulheres.
A autora do livro ‘Mulheres no Cangaço - Amantes e Guerreiras’, Ilza Fernandes diz que" as mulheres se regularam a este código",referindo ao cangaço.
Para as relações de classe existe também uma conformação ao padrão de mulher, onde a condição de enfrentar esta referência ideológica desperta um debate conflituoso, que acaba sendo relegado a segundo plano pelas mulheres.
Vemos com preocupação as formas de comemoração do nosso dia.
Entendemos que todos os dias são mediatizados pelas desilusões, felicidade, desafios, risos e lágrimas, cortinas e véus que guardam em si uma perspectiva de provocar o desafio da superação. Somos muitas, inundamos o mundo.
Somos fortes quando acalentamos, somos valentes quando defendemos, nos tornamos vulneráveis quando não reconhecemos a nós mesmas. Pela nossa história de resistência, professemos a luta pela superação dos preconceitos, fazendo ressurgir uma nova ideologia fundamentada na libertação das oprimidas. Temos esta possibilidade. Basta usá-la.
