Ministério da Saúde desqualifica informação do jornalista Alexandre Garcia
Alexandre Garcia faz críticas infundadas e preconceituosas sobre políticas que vêm sendo desenvolvidas pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde se viu obrigado a soltar uma nota de esclarecimento para evitar que a população seja alvo de informações erradas e preconceituosas sobre o vírus da Aids.
No boletim “Mais Brasília”, da Rádio CBN, do dia 7 de maio, o jornalista Alexandre Garcia criticou a política que vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Saúde para que mulheres portadoras do vírus HIV possam engravidar e ter filhos. Com base em pesquisas realizadas no Brasil e no exterior, o Ministério da Saúde tem orientado as mulheres portadoras do vírus da Aids que querem engravidar a procurarem informações. Isto porque já é possível que uma mulher soropositiva engravide com a chance de menos de 1% de contaminação do bebê. No entanto, com total falta de conhecimento sobre o assunto, o jornalista da Rede Globo classificou a iniciativa do ministério como “uma maluquice”, “uma brincadeira com a Saúde”.
O jornalista insinuou que há um risco fácil de o médico ser contaminado pelo vírus da Aids ao realizar o parto de uma paciente soropositiva. No entanto, este argumento já foi desqualificado pelo mundo científico há muito tempo.
“É um absurdo esse tipo de comentário. E vindo de uma pessoa que tem a formação e o conhecimento do Alexandre Garcia, é inadmissível. Trata-se de preconceito”, disse a coordenadora do projeto IE/EPT/AIDS da CNTE, Fátima Silva.
A nota de esclarecimento do Ministério da Saúde informa que “o simples fato de ‘respingar sangue’ de uma mulher infectada pelo HIV, durante o parto, não é suficiente para que ocorra transmissão do Vírus”, ao contrário do que disse Garcia. O Ministério da Saúde qualifica as afirmações do jornalista como “lástima e retrocesso para o jornalismo brasileiro”.
Fonte: CNTE, 13/05/2010
