O Sinte-RN realizou, na manhã de 24 de julho, um ato em defesa da educação pública e da valorização dos(as) professores(as) e educadores(as) infantis da Rede Municipal de Natal durante a ExpoEduc, no Centro de Convenções. A mobilização reuniu dirigentes sindicais, que levaram faixas e dialogaram com o público do evento para denunciar a postura da gestão municipal e cobrar respostas à pauta de reivindicações da categoria.
A manifestação ocorreu enquanto a Prefeitura de Natal utiliza a ExpoEduc para divulgar o slogan "Natal, Capital da Educação". Para o Sindicato, o discurso da gestão contrasta com a realidade enfrentada diariamente pela categoria, que segue aguardando avanços nas negociações e medidas concretas de valorização da educação.
Durante o ato, dirigentes do Sinte-RN destacaram que a categoria reivindica a revisão da Lei Complementar nº 241/2024, com garantia de isonomia salarial, planejamento, jornada e currículo; a reposição das perdas salariais; a adoção de fator de correção para aposentadorias sem paridade; o combate ao projeto de Educador Social Voluntário e às parcerias público-privadas; além da revogação da portaria que atribui aos pedagogos as disciplinas de Arte e Educação Física nas escolas de tempo integral.
Ao longo da mobilização, os(as) sindicalistas também questionaram o uso do slogan "Natal, Capital da Educação", afirmando que a valorização da educação passa, necessariamente, pelo respeito aos seus profissionais, pela resposição salarial em dia, pela garantia de condições adequadas de trabalho e pelo fortalecimento da escola pública.
O ato integra o calendário de mobilizações aprovado pela categoria e reforça a cobrança para que a Prefeitura de Natal apresente respostas efetivas às reivindicações dos(as) profissionais da educação.
Na proxima semana, em 27 de julho (segunda-feira), está previsto um novo ato. Dessa vez, será em frente à Secretaria Municipal de Educação, com início às 8h. Já em agosto, no dia 3, acontecerá Assembleia dos(as) educadores(as) no auditório do Sindicato. A categoria não descarta greve.