Os educadores de Natal podem entrar em greve a partir de 6 de agosto, caso a gestão do prefeito Paulinho Freire não abra negociações. A possibilidade de deflagração de um movimento grevista na educação pública da capital será avaliada em Assembleia na segunda-feira (3), às 8h, na sede estadual do Sinte-RN.
Entre outras coisas, segundo dados coletados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entre os dez maiores municípios do Rio Grande do Norte, Natal paga o pior salário aos professores. Além disso, o município deve 60% de reposição salarial aos educadores.
Somado a isso, várias escolas e CMEIs estão com a infraestrutura comprometida. As escolas José Sotero, em Igapó, Nossa Senhora dos Navegantes, no bairro da Redinha, e José do Patrocínio, no Potengi, são exemplos disso. Recentemente, essas três unidades de ensino foram visitadas por dirigentes do Sinte a pedido das comunidades escolares. As visitas mostraram que os prédios das três escolas não oferecem condições para trabalhar, tampouco para estudar.
A possibilidade de greve em Natal também tem outras razões, como a mudança na matriz curricular; o avanço de parcerias público-privadas (PPPs) na gestão da educação; além da terceirização da merenda escolar. A falta de autonomia nas escolas, os ataques à gestão democrática e a criação do cargo de educador voluntário também se somam à lista de problemas.
Essa série de reivindicações foi apresentada à Secretaria Municipal de Educação (SME), que até o fechamento desta matéria não apresentou ou apontou soluções. Sem respostas, os educadores de Natal apontam que uma paralisação por tempo indeterminado é inevitável.