Os educadores da Rede Municipal de Natal, reunidos em Assembleia nesta quinta-feira (13), decidiram continuar em greve. A decisão leva em conta a falta de respostas da Prefeitura, que até o fechamento desta matéria não apresentou qualquer proposta para atender à pauta da categoria.
Entre outras coisas, a greve leva em consideração que Natal, entre os dez maiores municípios do Rio Grande do Norte, paga o pior salário aos professores, segundo dados coletados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Além disso, o município deve 60% de reposição salarial aos educadores. Somado a isso, várias escolas e CMEIs estão com a infraestrutura comprometida. A mudança na matriz curricular, o avanço de parcerias público-privadas (PPPs) na gestão da educação, a terceirização da merenda escolar, a falta de autonomia nas escolas, os ataques à gestão democrática e a criação do cargo de educador voluntário também se somam à lista de problemas da Rede Municipal. Essa série de reivindicações já foi apresentada à Secretaria Municipal de Educação (SME), que não apresentou ou apontou soluções.
- 14/08 - Visitar as escolas (comando de greve);
- 17/08 - Promover reunião do comando de greve (8h30 e 14h30, no Sinte-RN);
- 18/08 - Realizar Ato Público na Estrada da Redinha (8h, na Área de Lazer do Panatis);
- 19/08 - Realizar Plenária com pais, mães e estudantes (9h, na E.M. Iapissara Aguiar)
- 20/08 - Realizar Assembleia de greve em frente à Prefeitura (8h);
- 21/08 - Visitar as escolas (comando de greve);
- 26/08 - Promover uma discussão sobre a jornada de 24h (8h30 e 14h30, no Sinte-RN);
- 27/08 - Realizar Assembleia de greve;
- Levar panfletos e cartazes para as escolas;
- Colocar faixas nas escolas e carro de som nos bairros;
- Patrocinar (impulsionar) um VT de greve no Instagram;
- Orientar ações de “ocupação” nos perfis do Secretário de Educação e do Prefeito de Natal (Instagram);
- Mobilizar pais e mães para as atividades;
- Levar uma “banda” para o Ato Público;
- Conversar com os parlamentares e pedir que divulguem a greve;
- Pedir para os blogs repercutirem a greve;
- Informar que as escolas não devem permiter o uso de reconhecimento facial nas crianças, jovens e adolescentes;
- Estabelecer parceria com os C.A. das licenciaturas das universidades, para trazer os estudantes para a luta; e
- Ocupar espaços públicos (praças) para dialogar sobre as questões da Rede Municipal (intervenções culturais).