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Educadores(as) de Natal mantêm greve após judicialização e realizam caminhada até a Prefeitura

Categoria se reuniu em assembleia nesta segunda-feira (17), após Prefeitura judicializar o movimento.
17 de agosto de 2026 às 14:46 • atualizado em 17 de agosto de 2026 às 14:48
Educadores(as) de Natal mantêm greve após judicialização e realizam caminhada até a Prefeitura

Professores(as) e educadores(as) infantis da rede municipal de Natal decidiram, em assembleia realizada na manhã de 17 de agosto, pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após a Prefeitura do Natal judicializar o movimento e a Justiça determinar, em decisão liminar, a suspensão da greve, o retorno integral dos profissionais às atividades e o pagamento de multa de R$ 10 mil pelo Sinte-RN caso o Sindicato promova ou incentive a paralisação.

A assembleia foi realizada no auditório do Sinte-RN e contou com a participação da assessoria jurídica do Sindicato, que prestou esclarecimentos à categoria sobre a decisão judicial e os próximos passos do movimento. A assessoria destacou que os(as) profissionais vêm cumprindo os requisitos relacionados às atividades essenciais e considerou legítimas as razões que levaram a categoria a deflagrar a greve.

O Sinte-RN, por sua vez, informou que o Sindicato assumirá o pagamento da multa estabelecida pela decisão judicial.

Após a assembleia, a categoria realizou uma caminhada até a Prefeitura do Natal, dando continuidade à mobilização em defesa da educação pública municipal.

Além da manutenção da greve e da caminhada, os(as) educadores(as) aprovaram a realização de um ato público na terça-feira, dia 18, a partir das 8h, em frente à Prefeitura; a solicitação de audiência com o desembargador responsável pelo processo, com o objetivo de buscar uma conciliação; e a apresentação de resposta judicial à decisão.

A greve reivindica valorização profissional, isonomia salarial, uma carreira única e justa, escolas e CMEIs com estrutura adequada e melhores condições para a educação pública municipal.

“Que possamos seguir firmes na luta e fazer a defesa da profissão”, afirmou a coordenação do Sindicato.

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