Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública do Estado do Rio Grande do Norte
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Educadores(as) de Natal decidem suspender greve diante de decisão judicial e mantêm mobilização

Sinte-RN irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)
25 de agosto de 2026 às 12:21 • atualizado em 25 de agosto de 2026 às 14:54
Educadores(as) de Natal decidem suspender greve diante de decisão judicial e mantêm mobilização

Os educadores e educadoras da rede municipal de Natal decidiram suspender o movimento grevista da categoria. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde de 24 de agosto, diante da judicialização da greve, provocada pela gestão do prefeito Paulinho Freire.

Conforme esclarecido pela assessoria jurídica do Sindicato, a liminar concedida pelo desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), determinou o retorno imediato dos trabalhadores às salas de aula. A decisão também estabelece multa diária de R$ 50 mil ao Sinte-RN em caso de descumprimento, e corte de ponto para os grevistas.

Embora tenha decidido pela suspensão da greve, a categoria reafirmou que a luta em defesa da educação pública de Natal continua. O Sinte-RN irá recorrer da decisão judicial ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que o movimento grevista cumpriu todos os trâmites legais.

Durante a assembleia, com o acompanhamento da assessoria jurídica do Sindicato, os trabalhadores também esclareceram dúvidas relacionadas ao corte de ponto, estágio probatório, reposição dos dias paralisados e outras questões decorrentes da suspensão do movimento.

Mobilização continua

Politicamente, a categoria decidiu permanecer em estado permanente de greve. Assim, a suspensão do movimento não representa o fim da mobilização. O Sinte-RN continuará denunciando a situação da educação pública de Natal e cobrando respostas da gestão municipal, por meio das redes sociais e de mobilizações nas ruas.

A primeira atividade já está marcada: na quarta-feira (26), o Sindicato realizará um Ato Público em frente à Prefeitura de Natal, a partir das 8h. Além disso, a categoria seguirá realizando atividades semanais, em turnos alternados, visitando escolas e CMEIs para denunciar as condições encontradas nas unidades de ensino e reunir informações para a elaboração de um dossiê sobre a realidade da rede municipal.

O Sindicato também pretende utilizar carro de som nas ruas para informar à população que a greve foi suspensa em razão de uma medida judicial e que, até o momento, não houve negociação com a Prefeitura de Natal.

Outra frente de mobilização será o diálogo com pais e mães de estudantes, com o objetivo de apresentar os motivos que levaram à suspensão da greve e discutir a situação da educação municipal. A categoria também decidiu formar uma comissão de excelência para buscar a abertura de negociações com a gestão municipal.

Reposição das aulas

A reposição dos dias paralisados também esteve entre os temas discutidos na assembleia. A categoria defenderá, no Conselho Municipal de Educação, que a reposição das aulas não seja realizada aos sábados.

Os educadores também reivindicarão à Secretaria Municipal de Educação (SME), seguindo o procedimento adotado na greve de 2022, a exclusão do termo “greve” da ficha funcional dos servidores, considerando que os dias de paralisação serão pagos.

A categoria também reafirma que não deve ser responsabilizada pela reposição de dias letivos suspensos em decorrência de problemas que são de responsabilidade da gestão municipal, como falta de material, falta de merenda, ausência de pessoal de apoio e condições estruturais inadequadas nas escolas e CMEIs, entre outras situações que comprometem o funcionamento da rede.

Encaminhamentos

- Suspender o movimento grevista;
- Permanecer em estado permanente de greve;
- Realizar um Ato Público em frente à Prefeitura (quarta-feira, 26 de agosto, às 8h);
- Produzir um VT para denunciar a situação da Rede Municipal de Natal;
- Seguir visitando escolas e CMEIs para denunciar a realidade das unidades de ensino e produzir um dossiê;
- Colocar carro de som nas ruas para denunciar que a greve foi suspensa por força de medida judicial e que não houve negociação com a Prefeitura;
- Realizar reuniões com pais e mães para dialogar sobre os motivos pelos quais a greve foi suspensa;
- Realizar atividades semanais, em turnos alternados;
- Formar comissão de excelência em busca de negociação;
- Peticionar a decisão da categoria de suspender a greve;
- Defender, no Conselho Municipal de Educação, que a reposição de aulas não ocorra aos sábados;
- Promover ação coletiva de denúncia do TJ;
- Reivindicar da SME, conforme o procedimento realizado na greve de 2022, a exclusão do termo greve da ficha do servidor, uma vez que os dias de paralisação serão pagos;
- A categoria não deve pagar dias letivos suspensos por falta de material, falta de merenda, falta de pessoal de apoio, falta de condições estruturais das escolas e CMEIs, entre outras questões.